quarta-feira, 30 de abril de 2025
CT Nº 483 - PARQUE NACIONAL DO IGUAÇÚ
Parque Nacional do Iguaçu é uma área protegida brasileira, do grupo das Unidades de Conservação. Está localizado na região Extremo Oeste Paranaense, a 17 km do centro da cidade de Foz do Iguaçu e a apenas 5 km do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu. O Parque Nacional tem uma área total de 169 695,88 hectares, e nele se encontra um dos mais espetaculares conjuntos de cataratas da Terra, as Cataratas do Iguaçu. É administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Também é um dos poucos locais de conservação da Mata Atlântica, que antes cobria mais de 1,3 milhão de km² e hoje está reduzida a apenas 7,3% desse total. Dentro do bioma da Mata Atlântica, o parque conserva um dos maiores trechos da vegetação original da ecorregião da Floresta Atlântica do Alto Paraná, hoje reduzida a menos 5 % de sua cobertura original, no Brasil. O que restou encontra-se, atualmente, em pequenas áreas isoladas, dentre elas as chamadas Unidades de Conservação. Até a década de 1950, a região oeste paranaense mantinha-se bem preservada ambientalmente, a partir daí, o processo mais intenso de devastação foi isolando o Parque Nacional do Iguaçu. Em 1980, este já estava praticamente isolado, em situação similar ocorrida à região da Serra do Mar, no litoral paranaense.
Quanto a biodiversidade de fauna, presentemente foram registradas 257 espécies de borboletas, porém estima-se que existam cerca de 800, mamíferos foram catalogados 45, anfíbios 12, serpentes 41, lagartos 8, peixes 18 e 200 espécies de aves (IBAMA). De acordo com o ICMBio, o Parque abrange 14 municípios paranaenses: Capanema, Capitão Leônidas Marques, Santa Lúcia, Lindoeste, Santa Tereza do Oeste, Diamante d'Oeste, Céu Azul, Matelândia, Ramilândia, Medianeira, Serranópolis do Iguaçu, São Miguel do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu e Foz do Iguaçu.
Em 17 de Novembro de 1986, recebeu a distinção, concedida pela UNESCO, de Patrimônio Natural da Humanidade. O parque teve seu primeiro Plano de Manejo elaborado em 1981, tendo sido revisado somente no ano de 1999. O parque protege toda a bacia do rio Floriano, um dos afluentes do Rio Iguaçu, uma raridade na Região Sul do Brasil pela qualidade da água, cujas nascentes ficam próximas à rodovia BR-277, entre Céu Azul e Santa Terezinha de Itaipu. As Cataratas do Iguaçu, junto com a Floresta Amazônica, são uma das 28 finalistas da campanha mundial de escolha das sete maravilhas naturais do mundo, organizada pela Fundação New 7 Wonders e que deve durar até 2011 quando deve ser atingido o número de 1 bilhão de votos. Pela internet é possível votar através da página oficial da Fundação New 7 Wonders.
Série: Parques Nacionais
Marcador: Natureza, Logradouros
CT Nº 482 - LOCOMOTIVA A VAPOR Nº 04
Conhecida como “Loco-Breque” fabricada 1900, utilizada na tração das composições que subiam/desciam a Serra do Mar no trecho São Paulo-Santos, da antiga Estrada de Ferro Santos-Jundiaí.
Encontra-se hoje à visitação na Vila Ferroviária de Paranapiaçcaba-SP.
Fonte: Rede Ferroviária Federal/PRESERFE
Série: Locomotivas
Marcador: Transporte
CT Nº 481 - FILHOTE DE OURIÇO CACHEIRO
Um filhote de ouriço-cacheiro (Coendou spinosus), se tornou o novo mascote do Zoológico Municipal de Cachoeira do Sul. Neste período inicial após o nascimento, o mamífero ficou escondido, apenas sendo amamentado pela sua mãe. Agora, ele já começa a ser mais visível no recinto.
Seus pais já são moradores antigos do Zoo, encaminhados pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA) por não poderem mais serem reintegrados ao seu habitat.
Frutas, verduras e ração fazem parte da alimentação do animal, que é considerado um bicho calmo e com tendência de fuga na natureza e dócil em cativeiro. Hoje o Zoológico Municipal tem cerca de 150 animais de diversas espécies.
Série: Filhotes
Marcador: Animais
segunda-feira, 31 de março de 2025
CT Nº 480 - CHEGOU O VOTO ELETRÔNICO – ELEIÇÕES 1996
Urna eletrônica ou máquina de votação é a combinação de equipamentos mecânicos, eletromecânicos ou eletrônico (incluindo software, firmware e documentação necessária para controle do programa e apoiar equipamento), que é usado para definir escrutínios; expressos e contagem de votos; para relatar ou exibir resultados eleitorais; e para manter e produzir qualquer informação de trilha de auditoria.[1] As primeiras máquinas de votação foram mecânicas, mas é cada vez mais comuns o uso de máquinas de votação eletrônicas.
Um sistema de votação inclui a práticas e a documentação associada usado para identificar versões desses componentes e componentes do sistema; para testar o sistema durante o seu desenvolvimento e manutenção; manter registos de erros do sistema ou defeitos; para determinar alterações específicas feitas após a certificação inicial; e disponibilizar qualquer material para o eleitor (tais como anúncios, instruções, formulários ou cédulas de papel).
Em 2006, a invenção da urna eletrônica foi escolhida como um dos 40 fatos ligados à software e hardware que mudaram rumos nos últimos 40 anos pela "SUCESU 40 ANOS", promovido pela SUCESU - Associação de Usuários de Informática e Telecomunicações - por ter tornado as eleições "mais ágeis, rápidas" e a apuração "transparente e segura".[2]
De acordo com o Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (International Idea) – organização independente que acompanha processos eleitorais em todo o mundo –, 23 países usam sistemas de votação eletrônica em eleições nacionais, dentre 167 analisados. Há também outros 18 países que adotam a tecnologia em eleições regionais. Alguns estados norte-americanos também o utilizam.[3]
Fonte: https://pt.wikipedia.org/
Marcador: Equipamentos
CT Nº 479 - POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL – 70 ANOS
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) é uma instituição policial ostensiva-preventiva federal brasileira, subordinada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, cuja principal função é a fiscalização e coordenação do sistema rodoviário federal.[1][2] Tem como atribuição a prevenção e repressão de crimes, como também de condutas perigosas para a vida e o patrimônio da União.[3]
Suas competências são definidas pela Constituição Federal no artigo 144, pela Lei nº 9.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro), pelo Decreto nº 1.655, de 3 de outubro de 1995[4] e pelo seu regimento interno, aprovado pela Portaria Ministerial nº 219, de 27 de fevereiro de 2018.[5]
O cargo de Policial Rodoviário Federal, com o advento da Lei nº 12.775 de 28 de dezembro de 2012, que alterou a Lei nº 9.654 de 2 de junho de 1998, divide-se em quatro classes: Terceira, Segunda, Primeira e Especial.
Desde a edição da Lei nº 11.784, de 22 de setembro de 2008, o ingresso no cargo de Policial Rodoviário Federal exige diploma em curso de Nível Superior reconhecido pelo MEC, e com a edição da Lei nº 12.775, de 28 de dezembro de 2012, o cargo passou a ser de nível superior.
Polícia de Estradas
A Polícia Rodoviária Federal se originou da "Polícia de Estradas" criada pelo presidente Washington Luís no dia 24 de julho de 1928, no contexto de expansão da malha rodoviária do país. A determinação original do orgão era o policiamento das estradas por guardas uniformizados, com uso de automóveis e motocicletas e uma estrutura de abrigos nas estradas, atuando durante o dia e a noite.[9]
A polícia, porém, só foi posta em prática em 1935, durante o governo de Getúlio Vargas. A primeira força-tarefa atuava apenas nas rodovias Rio-Petrópolis, Rio-São Paulo e União Indústria. O primeiro contingente era chefiado por Turquinho, e composto por cerca de 450 homens.[10]
Polícia Rodoviária Federal
Em 27 de dezembro de 1945, foi criado o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), e, sob o mesmo decreto, se redefiniu o nome do orgão, passando a ser denominado 'Polícia Rodoviária Federal', e estendendo sua área de atuação ao patrulhamento das rodovias federais. A força permaneceu sob o supervisão da Divisão de Conservação, Pavimentação e Tráfego até 1957. Em 1958 foi apresentado um projeto de lei pelo deputado federal Colombo de Souza, que propunha extinção da PRF. Tal projeto permaneceu em suspenso até 1963, quando se realizou a extinção do orgão, e sua substituição pela Patrulha Rodoviária Federal, como seria chamada a partir de 1965.[11]
Em 1974, o DNER passou por uma reestruturação, que fez da força policial uma 'Divisão de Polícia Rodoviária Federal', subalterno à Diretoria de Trânsito. Sua atuação se ampliou, para abranger, além das competências tradicionais de policiamento, o dever de manter projetos de educação sobre o transito e a colaboração com órgão diversos de segurança, como as forças armadas.[1
Com a Constituição Brasileira de 1988, a Polícia Rodoviária Federal passou a integrar o Sistema Nacional de Segurança Pública, tendo como fim atribuições típicas de segurança pública, a prestação de socorro à vítimas de acidentes de transito, a proteção do patrimônio da União. A PRF foi integrada ao Ministério da Justiça enquanto Departamento de Polícia Rodoviária Federal.[12]
A constituição da Polícia prevê a existência de quatro tipos de cargos - agente, agente operacional, agente especial e inspetor.[1
Participação feminina
Em 1985, as cinco primeiras mulheres entraram na Polícia Rodoviária Federal, onde exerceram cargos internos,[52] entre elas Maria Alice Nascimento Souza.[53] No ano seguinte, por vontade própria, ela se tornou a primeira motociclista da PRF.[52] Em 2006, ela se tornou a primeira Superintente Regional da Polícia Rodoviária Federal, atuando no Paraná.[54] Em 2008, a Força de Choque passou a aceitar policiais femininas.[55] Em 2011, Maria Alice se tornou a primeira Diretora-Geral da PRF.[56]
Padroeira
No dia 30 de dezembro de 1936, Turquinho estava dirigindo em uma ronda noturna na Rio-Petrópolis quando pensou ter atropelado uma mulher que atravessava a rodovia distraida. Quando voltou para prestar socorro, a rodovia estava deserta, e no local estava uma medalha com a imagem de uma santa no local. Neste dia, ele jurou criar a maior força policial do brasil. Mais tarde, a santa foi identificada como a Nossa Senhora da Medalha Milagrosa. Turquinho carregou a medalha consigo até o fim da vida, e, em 2004, ela virou a padroeira da Polícia Rodoviária Federal.[57]
Fonte: https://pt.wikipedia.org/
Marcador: Órgãos Estatais
CT Nº 478 - 13 DE JUNHO – DIA DE SANTO ANTÔNIO
Santo Antônio de Pádua – Presbítero e doutor da Igreja – Dia 13 de Junho
Neste dia, celebramos a memória do popular santo – doutor da Igreja – que nasceu em Lisboa, no ano de 1195, e morreu nas vizinhanças da cidade de Pádua, na Itália, em 1231, por isso é conhecido como Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua. O nome de batismo dele era Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo.
Ainda jovem, pertenceu à Ordem dos Cônegos Regulares, tanto que pôde estudar Filosofia e Teologia, em Coimbra, até ser ordenado sacerdote. Não encontrou dificuldade nos estudos, porque era de inteligência e memória formidáveis, acompanhadas por grande zelo apostólico e santidade. Aconteceu que, em Portugal, onde estava, Antônio conheceu a família dos Franciscanos, que não só o encantou pelo testemunho dos mártires em Marrocos, como também o arrastou para a vida itinerante na santa pobreza, uma vez que também queria testemunhar Jesus com todas as forças.
Ao ir para Marrocos, Antônio ficou tão doente, que teve de voltar, mas, providencialmente, foi ao encontro do “Pobre de Assis”, o qual lhe autorizou a ensinar aos frades as ciências que não atrapalhassem os irmãos de viverem o Santo Evangelho.
Nesse sentido, Santo Antônio não fez muito, pois seu maior destaque foi na vivência e pregação do Evangelho, o que era confirmado por muitos milagres, além de auxiliar no combate à Seita dos Cátaros e Albigenses, os quais isoladamente viviam uma falsa doutrina e pobreza. Santo Antônio serviu sua família franciscana através da ocupação de altos cargos de serviço na Ordem, isso até morrer com 36 anos para esta vida e entrar para a Vida Eterna.
Santo Antônio, rogai por nós!
Marcador: Personalidade
CT Nº 477 - COLONIZAÇÃO DO RIO GRANDE DO SUL – O PINTOR SE AUTO RETRATOU NO GAÚCHO TOMANDO MATE – PALÁCIO PIRATINI – PORTO AEGRA – PINTOR – ALDO LOCATELLI
O pintor se auto retratou no gaúcho tomando mate.
Palácio Piratini Porto Alegre
Pintor: Aldo Locatelli
No subúrbio de Bérgamo, na Itália, em um local chamado Villa d’Almé, em 1915 nasceu Aldo Daniele Locatelli. O artista, que viria a ser conhecido por suas pinturas murais, teve seu primeiro contato com a arte ainda na juventude, devido à restauração de murais na igreja de seu bairro.
Encantado com a pintura, aos 16 anos ingressou nos Cursos Livres de Instrução Técnica na Escola de Arte Aplicada à Indústria Andrea Fantoni, em Bérgamo, para aprender Decoração. Em 1932, conseguiu uma bolsa de estudos na Escola de Belas Artes de Roma, e no ano seguinte voltou à sua cidade natal e ingressou no curso de Pintura na Academia Carrara de Belas Artes de Bérgamo.
Ao se formar, passou a trabalhar com a arte que o levou a ser pintor: a sacra. Poucos anos depois foi convocado pelo exército. Lutou na Segunda Guerra Mundial e, entre junho e agosto de 1939, esteve na África Setentrional. Foi liberado por pouco tempo, e em 1940 juntou-se, novamente às tropas, até ser ferido em combate e dispensado definitivamente. Seu irmão morreu em combate — razão pela qual Locatelli não gostava de pintar cenas de guerra.
De volta ao seu país e ao seu trabalho, retorna a pinturas e restaurações em igrejas. A doutora em Artes, Luciana de Oliveira, aponta que Locatelli tem uma obra muito voltada à questão da imagética cristã. Em 1945, ele instalou uma oficina em sua vila de origem.
O Rio Grande do Sul entrou na vida de Locatelli em 1948, mas não se tem certeza de qual forma. O que se sabe é que ele foi contratado para executar os murais da Igreja de São Francisco de Paula, em Pelotas. Alguns historiadores apontam que ele veio por convite direto do bispo da cidade da época, dom Antônio Zattera, enquanto outros apontam que Locatelli foi convidado por seu amigo que havia sido contratado para realizar essas pinturas, Emílio Sessa. Luciana explica que vieram três italianos da Itália para trabalhar na igreja pelotense: Locatelli, Sessa e Adolfo Gadoni.
Série: Pintores Brasileiros
Marcador: Animais
CT Nº 476 - NATAL DE LUZ
A Telemar patrocina a mais bela árvore de Natal do Nordeste, localizada na Praça do Ferreira, em Fortaleza.
Com 40 metros de altura, foi instalada no centro da praça rodeada por árvores naturais decoradas com lâmpadas nas cores vermelho e amarelo.
Natal de Luz, uma realização da Câmara de Dirigentes Lojistas.
Foto: Luciano Arruda
Marcador: Eventos
CT Nº 475 - MOXOTÓ
Das raças brasileiras, a Moxotó é a única reconhecida oficialmente.
É rústica e bastante prolífica, boa produtora de carne e pele.
Marcador: Animais
CT Nº 473 - FEIJÃO DE TROPEIRO
O feijão tropeiro surgiu no Brasil através de um movimento chamado “Tropeirismo”, o qual ocorreu no século XVIII, no auge do ciclo da mineração no estado de Minas Gerais que estava a enfrentar dificuldades devido o tipo de terreno daquela região e a distância em relação ao litoral do Brasil.
Série: Comidas Típicas
Marcador: Comidas
CT Nº 472 - COMBATENTE DE SELVA
Soldado especializado em operações de Guerra na Selva.
É formado nos Batalhões de Infantaria de Selva, localizados na Região Amazônica, e no Centro de Instrução de Guerra na Selva em Manaus/AM.
Série: Exército Brasileiro
Marcador: Profissões
CT Nº 471 - INSTITUTO AYRTON SENNA
O Instituto Ayrton Senna é uma ONG brasileira criada pela família Senna em 1994 tendo como presidente Viviane Senna, empresária e irmã do tricampeão de Fórmula 1. O Instituto concretiza o sonho de Ayrton Senna de ajudar o Brasil a diminuir as desigualdades sociais, criando oportunidades de desenvolvimento humano a crianças e jovens por meio da educação.[1]
Anualmente a organização capacita 60 mil educadores e seus programas beneficiam diretamente cerca de 2 milhões de alunos em mais de 1300 municípios nas diversas regiões do Brasil.[2]
Em março de 1994, o tricampeão de Fórmula 1 Ayrton Senna compartilhou com sua irmã, Viviane Senna, o desejo de realizar uma ação sistemática para oferecer oportunidades de desenvolvimento humano a crianças e jovens de baixa renda. Ficaram de retomar o assunto no final da temporada daquele ano, mas não deu tempo. Com o acidente em Ímola, em 1º de maio, a família Senna resolveu fundar o Instituto Ayrton Senna.[1]
Em 2003 a UNESCO concedeu ao Instituto a chancela da Cátedra de Educação e Desenvolvimento Humano, feito inédito para uma ONG em todo o mundo.[4]
Em 2012, o Instituto Ayrton Senna foi convidado pela Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE) a integrar a rede NetFWD (Net Forward), um fórum internacional que reúne uma dezena de institutos e fundações capazes de inspirar propostas inovadoras para a atuação social privada com foco no desenvolvimento em todo o mundo. O fórum conta com organizações que atuam em diferentes setores, e o Instituto Ayrton Senna, única organização brasileira participante do grupo fundador, foi convidado por sua atuação e produção de conhecimento na área da educação.[5]
A organização coloca a disposição das administrações públicas, gratuitamente, serviços de gestão do processo educacional que incluem diagnóstico e planejamento, formação de gestores e educadores, desenvolvimento de soluções pedagógicas e tecnológicas inovadoras.[2]
A principal ideologia do Instituto é promover a educação integral para o pleno desenvolvimento de crianças e jovens em suas múltiplas competências, ajudando os estudantes a ter sucesso na escola e a serem cidadãos capazes de responder às exigências profissionais, econômicas, culturais e políticas do século XXI.[2]
Formação de educadores
Anualmente, pelo menos 60 mil profissionais recebem capacitação em serviço, coaching, tutoria e supervisão. Não apenas os professores, mas também os gestores escolares desenvolvem capacidades voltadas à gestão integrada. Tanto a administração das escolas quanto o próprio processo educacional são abordados na perspectiva de uma gestão focada em resultados - o aprendizado do aluno -, para garantir alfabetização na idade adequada, corrigir o atraso escolar, evitar a repetência e o abandono.[2]
Soluções educacionais
Todas as soluções educacionais criadas e implementadas pelo Instituto Ayrton Senna, em parceria com as redes de ensino, ONGs e universidades, têm como objetivo o desenvolvimento pleno das crianças, dando-lhes subsídios para que obtenham êxito na escola e possam traçar uma história de sucesso, como pessoas, cidadãos e futuros profissionais, desenvolvendo competências como: iniciativa e autonomia, liderança, comunicação, trabalho em equipe e diversas outras, consideradas fundamentais para o século 21.[2] As soluções educacionais são incorporadas às atividades das redes escolares. Programas do Instituto articulam essas soluções de acordo com as principais necessidades de cada rede escolar.[2]
Gestão da escola e do aprendizado
O Programa "Gestão Nota 10" oferece capacitação e ferramentas gerenciais para as Secretarias de Educação e os gestores escolares.[6]
A cultura da boa gestão escolar também está aplicada ao processo de aprendizagem, por meio do Programa "Circuito Campeão", que orienta e monitora diretamente as ações educacionais de combate ao analfabetismo e à baixa aprendizagem nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Para atender alunos cronicamente defasados, com dificuldades de aprendizagem, e ajudá-los a chegar à série adequada a suas idades, as redes de ensino têm como aliados os Programas "Se Liga", "Acelera Brasil" e "Fórmula da Vitória".[6]
Educação de jovens
O Programa "SuperAção Jovem" propõe uma criativa mobilização para a formação de estudantes, que passam a ser protagonistas da própria aprendizagem, enquanto os educadores também são formados para serem protagonistas na gestão da sala de aula e da escola.[6] Com os programas "Educação pela Arte" e "Educação pelo Esporte" os alunos ganham espaço para o desenvolvimento de competências essenciais, como a criatividade, a colaboração e a gestão da informação, por meio do trabalho com projetos e temas contemporâneos altamente motivadores para as novas gerações.[6]
Educação e tecnologia
Nos programas de Educação e Tecnologia são articulados os mais novos recursos tecnológicos com metodologias que expandem as possibilidades de aprendizado e desenvolvimento, tanto para professores quanto para alunos.[7]
O Programa "Escola Conectada" leva soluções para a formação continuada dos professores e, também, para a sua capacitação no uso de tecnologias e ambientes online no processo de desenvolvimento dos alunos.[7]
O trabalho do Instituto Ayrton Senna alcança todas as regiões do Brasil. Em 1998 eram apenas 24 os municípios que adotavam suas soluções educacionais; em 2012 já alcançava mais de um quarto dos municípios brasileiros, onde cerca de 2 milhões de alunos são diretamente beneficiados anualmente.[4]
A capilaridade da atuação se amplia à medida que estados e municípios adotam soluções educacionais como parte de suas políticas de educação, como aconteceu com a prefeitura de São Paulo no final de 2017 e o governo estadual de São Paulo em abril de 2018.[8][9] Em novembro de 2018, o Instituto apresentou um diagnóstico da educação brasileira a pedido do governo eleito que tomará posse em 2019.[10]
O Instituto Ayrton Senna incorporou a cultura da avaliação. É a avaliação que permite observar de forma objetiva os erros e acertos das ações, orientando ajustes imediatos e pautando novas pesquisas para o aperfeiçoamento e desenvolvimento das soluções educacionais. A avaliação também pauta a tomada de decisões com base em dados e evidências, e traz os resultados concretos de todo o trabalho.[11]
O Instituto de Estudos do Trabalho e da Sociedade (IETS) analisou resultados das parcerias do Instituto Ayrton Senna com secretarias de Educação, abrangendo 947 municípios brasileiros, por um período de seis anos. A pesquisa foi realizada sob a coordenação do economista Ricardo Paes de Barros, e demonstrou o impacto real dos programas. O estudo aponta que o Instituto Ayrton Senna aumentou em até 11 vezes a velocidade do crescimento da taxa de aprovação escolar nas redes onde são implementadas as suas soluções educacionais.[11]
Por outro lado, um estudo recente fez algumas críticas às metodologias de avaliação utilizadas pelo Instituto, apontando algumas limitações metodológicas e em relação ao seu uso nas políticas públicas.[12]
Para realizar o seu trabalho, o Instituto Ayrton Senna conta com recursos oriundos de três fontes: royalties de licenciamento dos direitos relativos a Ayrton Senna e Senninha, cedidos integralmente pela família do piloto, parcerias com a iniciativa privada e doações de pessoas físicas.[13]
Empresas de vários países licenciam a imagem do tricampeão mundial de Fórmula 1 e dos personagens da Turma do Senninha, bem como as marcas a eles relativas, para agregar valor aos seus produtos e mostrar que acreditam nos valores defendidos por Ayrton Senna. O recurso arrecadado com os royalties é 100% destinado ao trabalho do Instituto Ayrton Senna.[13]
Empresas que apostam na educação para diminuir as desigualdades sociais investem recursos no trabalho que o Instituto Ayrton Senna desenvolve em todo o País. Muitas empresas também oferecem a sua expertise e o valioso tempo de seus profissionais a serviço da causa da educação.[14]
A base de doadores ao Instituto Ayrton Senna é composta por pessoas que acreditam no trabalho do Instituto e contribuem para que crianças e jovens de todo o Brasil tenham acesso a uma educação pública de qualidade.[14]
Uma das formas de contribuir é doando à organização a Nota Fiscal Paulista, sem CPF. É possível, também, ser um doador revertendo uma quantia mensal. Outras maneiras de ajudar são por meio da doação de pontos acumulados nos programas de compras online, adquirindo cartão de crédito ou títulos de capitalização de empresas parceiras do Instituto.[14]
Em 2011, o Instituto promoveu o Seminário Internacional "Educação para o Século 21", evento que reuniu representantes de todos os setores da sociedade e debateu a importância das competências não cognitivas como estratégia para melhorar a qualidade do aprendizado na escola pública. Realizado em cooperação com a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE) e com a Unesco, o seminário teve a participação, dentre vários especialistas na área, de James Heckman, Prêmio Nobel de Economia e professor da Universidade de Chicago.[15]
Em abril de 2011, foi concluído um inédito e extenso trabalho que compila e organiza as principais conclusões de 165 estudos nacionais e internacionais sobre os impactos de políticas de educação no aprendizado dos alunos. É o documento "Caminhos para Melhorar o Aprendizado", lançado em parceria com o movimento "Todos pela Educação". O trabalho está dividido nos seguintes temas: recursos da escola, plano e práticas pedagógicas, gestão da escola, gestão da rede de ensino e condições das famílias. É uma poderosa e avançada ferramenta para gestores, e contribui para a implementação de políticas públicas capazes de gerar mudanças efetivas no cenário da educação.[16]
Em março de 2018 o Instituto representou o Brasil no maior evento sobre educação do mundo, o SXSW-Edu, no Texas, Estados Unidos.[17]
Em 2018 o Instituto foi convidado pela Arcos Dourados, maior franquia de McDonald's do mundo, a participar do evento McDia Feliz, por conta da nova causa da companhia, a educação.[18]
O Instituto foi escolhido para representar o Brasil no Reimagine Education entre os dias 29 e 30 de novembro de 2018, o evento foi realizado em São Francisco, Estados Unidos. Um projeto do Instituto em parceria com a Unesp foi um dos 130 escolhidos para ser apresentado no evento educacional.[19]
Marcador: Eventos
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025
CT Nº 470 - PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA
A Proclamação da República Brasileira, também referida na História do Brasil como Golpe Republicano ou Golpe de 1889,[1] foi um golpe de Estado político-militar, ocorrido em 15 de novembro de 1889, que instaurou a forma republicana presidencialista de governo no Brasil, encerrando a monarquia constitucional parlamentarista do Império e, por conseguinte, destituindo o então chefe de Estado, imperador D. Pedro II, que em seguida recebeu ordens de partir para o exílio na Europa.[2]
A proclamação ocorreu na Praça da Aclamação (atual Praça da República), na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, quando um grupo de militares do exército brasileiro, liderados pelo marechal Manuel Deodoro da Fonseca, destituiu o imperador e assumiu o poder no país, instituindo um governo provisório republicano, que se tornaria a Primeira República Brasileira.
O movimento de 15 de novembro de 1889 não foi o primeiro a tentar instituir uma república no Brasil, embora tenha sido o único efetivamente bem-sucedido, e, segundo algumas versões, teria contado com apoio tanto das elites nacionais e regionais quanto da população de um modo geral:
Em 1789, a conspiração denominada Inconfidência Mineira não buscava apenas a independência, mas também a proclamação de uma república na Capitania de Minas Gerais, seguida de uma série de reformas políticas, econômicas e sociais;
Em 1817, durante a Revolução Pernambucana — único movimento libertário do período de dominação portuguesa que ultrapassou a fase conspiratória e atingiu o processo revolucionário de tomada do poder —, a República foi proclamada pela primeira vez no Brasil, e Pernambuco teve governo provisório por 75 dias;
Em 1824, Pernambuco e outras províncias do Nordeste brasileiro (territórios que pertenceram outrora à província pernambucana) criaram o movimento independentista conhecido como Confederação do Equador, igualmente republicano, considerado a principal reação contra a tendência absolutista e a política centralizadora do governo de D. Pedro I;[6]
Em 1839, na esteira da Revolução Farroupilha, proclamaram-se a República Rio-Grandense e a República Juliana, respectivamente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
A partir da década de 1870, como consequência da Guerra do Paraguai (também chamada de Guerra da Tríplice Aliança, 1864-1870), foi tomando corpo a ideia de alguns setores da elite de alterar o regime político vigente. Fatores que influenciaram esse movimento:
O imperador D. Pedro II não tinha filhos, apenas filhas. O trono seria ocupado, após a sua morte, por sua filha mais velha, a princesa Isabel, casada com o francês, Gastão de Orléans, Conde d'Eu, o que gerava o receio em parte da população de que o país fosse governado por um estrangeiro;[7]
O fato de os negros terem ajudado o exército na Guerra do Paraguai e, quando retornaram ao país, permaneceram como escravos, ou seja, não ganharam a alforria.[8]
O governo imperial, através do 37.º e último gabinete ministerial — chamado Gabinete Ouro Preto — empossado em 7 de junho de 1889 sob o comando do presidente do Conselho de Ministros do Império, Afonso Celso de Assis Figueiredo, o Visconde de Ouro Preto, do Partido Liberal, percebendo a difícil situação política em que se encontrava, apresentou, em uma última e desesperada tentativa de salvar o império, à Câmara-Geral, câmara dos deputados, um programa de reformas políticas do qual constavam, entre outras, as medidas seguintes: maior autonomia administrativa para as províncias, liberdade de voto, liberdade de ensino, redução das prerrogativas do Conselho de Estado e mandatos não vitalícios para o Senado Federal. As propostas do Visconde de Ouro Preto visavam a preservar o regime monárquico no país, mas foram vetadas pela maioria dos deputados de tendência conservadora que controlava a Câmara Geral. No dia 15 de novembro de 1889, a República era proclamada.
Muitos foram os fatores que levaram o Império a perder o apoio de suas bases econômicas, militares e sociais. Da parte dos grupos conservadores pelos sérios atritos com a Igreja Católica (na "Questão Religiosa"); pela perda do apoio político dos grandes fazendeiros em virtude da abolição da escravatura, ocorrida em 1888, sem a indenização dos proprietários de escravos.
Da parte dos grupos progressistas, havia a crítica que a monarquia mantivera, até muito tarde, a escravidão no país. Os progressistas criticavam, também, a ausência de iniciativas com vistas ao desenvolvimento do país fosse econômico, político ou social, a manutenção de um regime político de castas e o voto censitário, isto é, com base na renda anual das pessoas, a ausência de um sistema de ensino universal, os altos índices de analfabetismo e de miséria e o afastamento político do Brasil em relação a todos demais países do continente, que eram republicanos.
Assim, ao mesmo tempo em que a legitimidade imperial decaía, a proposta republicana — percebida como significando o progresso social — ganhava espaço. Entretanto, é importante notar que a legitimidade do Imperador era distinta da do regime imperial: Enquanto, por um lado, a população, de modo geral, respeitava e gostava de dom Pedro II, por outro lado, tinha cada vez em menor conta o próprio império. Nesse sentido, era voz corrente, na época, que não haveria um terceiro reinado, ou seja, a monarquia não continuaria a existir após o falecimento de dom Pedro II, seja devido à falta de legitimidade do próprio regime monárquico, seja devido ao repúdio público ao príncipe consorte, marido da princesa Isabel, o francês conde d'Eu. O conde tinha fama de arrogante, não ouvia bem, falava com sotaque francês e, além de tudo, era dono de cortiços no Rio, pelos quais cobrava aluguéis exorbitantes de gente pobre. Temia-se que, quando Isabel subisse ao trono, ele viesse a ser o governante de fato do Brasil.[9]
Embora a frase de Aristides Lobo (jornalista e líder republicano paulista, depois feito ministro do governo provisório), "O povo assistiu bestializado" à Proclamação da República, tenha entrado para a história, pesquisas históricas, mais recentes, têm dado outra versão à aceitação da República entre o povo brasileiro. É o caso da tese defendida por Maria Tereza Chaves de Mello (A República Consentida, Editora da FGV, EDUR, 2007), que indica que a República, antes e depois da proclamação, era vista popularmente como um regime político que traria o desenvolvimento, em sentido amplo, para o país.
No Rio de Janeiro, os republicanos insistiram que o Marechal Deodoro da Fonseca, um monarquista, chefiasse o movimento revolucionário que substituiria a Monarquia pela República.
Depois de muita insistência dos revolucionários, Deodoro da Fonseca concordou em liderar o movimento militar.
Segundo relatos históricos, em 15 de novembro de 1889, comandando algumas centenas de soldados que se movimentavam pelas ruas da cidade do Rio de Janeiro, o marechal Deodoro, assim como boa parte dos militares, pretendia apenas derrubar o então Chefe do Gabinete Imperial (equivalente a primeiro-ministro), o Visconde de Ouro Preto. "Os principais culpados de tudo isso [a proclamação da República] são o conde d'Eu e o Visconde de Ouro Preto: o último por perseguir o Exército e o primeiro por consentir nessa perseguição", diria mais tarde Deodoro.
O golpe militar, que estava previsto para 20 de novembro de 1889, teve de ser antecipado. No dia 14, os conspiradores divulgaram o boato de que o governo havia mandado prender Benjamin Constant Botelho de Magalhães e Deodoro da Fonseca. Posteriormente confirmou-se que era mesmo boato. Assim, os revolucionários anteciparam o golpe de Estado, e, na madrugada do dia 15 de novembro, Deodoro dispôs-se a liderar o movimento de tropas do exército que colocou um fim no regime monárquico no Brasil.
Os conspiradores dirigiram-se à residência do marechal Deodoro, que estava doente, com dispneia,[20] e acabam por convencê-lo a liderar o movimento. Aparentemente decisivo para Deodoro foi saber que, a partir de 20 de novembro, o novo Presidente do Conselho de Ministros do Império seria Gaspar Silveira Martins, um velho rival. Deodoro e Silveira Martins eram inimigos desde o tempo em que o marechal servira no Rio Grande do Sul, quando ambos disputaram as atenções da baronesa do Triunfo, viúva muito bonita e elegante, que, segundo os relatos da época, preferira Silveira Martins. Desde então, Silveira Martins não perdia oportunidade para provocar Deodoro da tribuna do Senado, insinuando que malversava fundos e até contestando sua eficácia enquanto militar.
Além disso, o major Frederico Sólon de Sampaio Ribeiro dissera a Deodoro que uma suposta ordem de prisão contra ele havia sido expedida, argumento que convenceu finalmente o velho marechal a proclamar a República no dia 16 e a exilar a Família Imperial já à noite, de modo a evitar uma eventual comoção popular.
Convencido de que seria preso pelo governo imperial, Deodoro saiu de sua residência ao amanhecer do dia 15 de Novembro, atravessou o Campo de Santana e, do outro lado do parque, conclamou os soldados do batalhão ali aquartelado, onde hoje se localiza o Palácio Duque de Caxias, a se rebelarem contra o governo. Ofereceram um cavalo ao marechal, que nele montou, e, segundo testemunhos, tirou o chapéu e proclamou "Viva a República!". Depois apeou, atravessou novamente o parque e voltou para a sua residência. A manifestação prosseguiu com um desfile de tropas pela Rua Direita, atual rua 1.º de Março, até o Paço Imperial.
Os revoltosos ocuparam o quartel-general do Rio de Janeiro e depois o Ministério da Guerra. Depuseram o Gabinete ministerial e prenderam seu presidente, Afonso Celso de Assis Figueiredo, Visconde de Ouro Preto.
No Paço Imperial, o presidente do gabinete (primeiro-ministro), Visconde de Ouro Preto, havia tentando resistir pedindo ao comandante do destacamento local e responsável pela segurança do Paço Imperial, general Floriano Peixoto, que enfrentasse os amotinados, explicando ao general Floriano Peixoto que havia, no local, tropas legalistas em número suficiente para derrotar os revoltosos. O Visconde de Ouro Preto lembrou a Floriano Peixoto que este havia enfrentado tropas bem mais numerosas na Guerra do Paraguai. Porém, o general Floriano Peixoto recusou-se a obedecer às ordens dadas pelo Visconde de Ouro Preto e assim justificou sua insubordinação, respondendo ao Visconde:
“Sim, mas lá (no Paraguai) tínhamos em frente inimigos e aqui somos todos brasileiros!”
Em seguida, aderindo ao movimento republicano, Floriano Peixoto deu voz de prisão ao chefe de governo Visconde de Ouro Preto.
O único ferido no episódio da proclamação da República foi o Barão de Ladário, que resistiu à ordem de prisão dada pelos amotinados e levou um tiro. Consta que Deodoro não dirigiu crítica ao Imperador dom Pedro II e que vacilava em suas palavras. Relatos dizem que foi uma estratégia para evitar um derramamento de sangue. Sabia-se que Deodoro da Fonseca tinha ao seu lado o tenente-coronel Benjamin Constant e naquele momento também alguns líderes republicanos civis.
Na tarde do mesmo dia 15 de novembro, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, foi solenemente proclamada a República.
À noite, na Câmara Municipal do Município Neutro, o Rio de Janeiro, José do Patrocínio redigiu a proclamação oficial da República dos Estados Unidos do Brasil, aprovada sem votação. O texto foi para as gráficas de jornais que apoiavam a causa, e, só no dia seguinte, 16 de novembro, foi anunciado ao povo a mudança do regime político do Brasil.
Dom Pedro II, que estava em Petrópolis, retornou ao Rio de Janeiro. Pensando que o objetivo dos revolucionários eram apenas substituir o Gabinete de Ouro Preto, o Imperador D. Pedro II tentou ainda organizar outro gabinete ministerial, sob a presidência do conselheiro José Antônio Saraiva. O imperador, em Petrópolis, foi informado e decidiu descer para a Corte. Ao saber do golpe de Estado, o Imperador reconheceu a queda do Gabinete de Ouro Preto e procurou anunciar um novo nome para substituir o Visconde de Ouro Preto. No entanto, como nada fora dito sobre República até então, os republicanos mais exaltados espalharam o boato de que o Imperador escolhera Gaspar Silveira Martins, inimigo político de Deodoro da Fonseca desde os tempos do Rio Grande do Sul, para ser o novo chefe de governo.[23] Deodoro da Fonseca então convenceu-se a aderir à causa republicana. O Imperador foi informado disso e, desiludido, decidiu não oferecer resistência.
No dia seguinte, o major Frederico Sólon de Sampaio Ribeiro entregou a dom Pedro II uma comunicação, o cientificando da proclamação da República e ordenando sua partida para a Europa, a fim de evitar conturbações políticas. A família imperial brasileira exilou-se na Europa, só lhes sendo permitida a sua volta ao Brasil na década de 1920. Em 19 de novembro de 1889, quando as primeiras notícias da proclamação chegavam aos Estados Unidos e Reino Unido, o chanceler do consulado brasileiro em Nova Iorque se referiu aos soldados no Rio de Janeiro como "desprovidos de disciplina ou coragem", reduzindo o movimento como uma "revolta militar no Rio de Janeiro, e nada de mais". Ele também declarou que tudo foi muito rápido e que "não foi uma revolta do povo".
Fonte: https://pt.wikipedia.org/
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CT Nº 469 - TELEFONE PÚBLICO
O Orelhão da Telesp é a sua voz. Não deixe ninguém calar.
Data dos longínquos anos 1920, a instalação dos primeiros telefones de acesso público, no Brasil. A população do país atingia, então, a marca dos 30 635 605 habitantes.[3] Dotados de uma caixa coletora de moedas, adaptada a um aparelho comum, esses telefones semipúblicos eram encontrados em estabelecimentos comerciais que firmavam contrato com a Companhia Telefônica Brasileira, empresa de capital canadense que, à época, era responsável pela telefonia nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Os telefones realmente públicos só chegaram às calçadas brasileiras em meados de 1971, quando mais de 93 milhões de pessoas já habitavam o vasto território nacional e nem se sonhava em carregar um telefone no bolso ou bolsa. A telefonia móvel era algo apenas do imaginário[nota 1] e o telefone celular só seria lançado em 1973,[nota 2] acessível a bem poucos.
Dos quase 100 milhões de habitantes do Brasil, 52 milhões viviam em áreas urbanas, segundo dados do IBGE. O resultado disso é que, em muitos locais, ouvir e ser ouvido a partir de um telefone público, instalado no meio da rua, representava um verdadeiro desafio. Como solução para o problema, a CTB desenvolveu cabines circulares de fibra de vidro e acrílico e, para testar a novidade, instalou 13 delas na cidade de São Paulo. O resultado não agradou à companhia que detectou utilização inadequada do equipamento, alto índice de vandalismo e concluiu ainda, que a espaçosa cabine, além de abafada, acabava por disputar com os transeuntes, o exíguo espaço das calçadas.
Fonte:pt.wikipedia.org/
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