quarta-feira, 30 de abril de 2025

CT Nº 490 - SOIM


Encontrado em todo o Ceará esses animais vivem em família, saltitando nas copas das árvores, alimentando-se das mais variadas frutas.
Série: Animais Exóticos
Marcador: Animais

CT Nº 489 - DOCA DO VER-O-PESO


Entreposto comercial composto de feira livre, mercado, praça e casario colonial. Belém-PA.
O Mercado Ver-o-Peso ou Mercado Municipal Bolonha de Peixe ou Mercado de Ferro ou somente Ver-o-Peso, é um mercado público, feira-livre, zona portuária de pequeno porte, inaugurado em 1901[1][2] (substituindo a "Casa de Haver-o-Peso", 1625-1899)[3][4] que faz parte do Complexo do Ver-o-Peso (1625),[5][6] situado na cidade paraense de Belém (Pará) no bairro da Campina, às margens da baía do Guajará, ao lado da Estação das Docas.
É considerado um dos mercados públicos mais antigos do País, foi eleito uma das maravilhas do estado do Pará e uma das 7 Maravilhas do Brasil.[7][8]
Ponto turístico, cultural e econômico da cidade de Belém, formado pelo Mercado de Ferro, Praça do Pescador, Doca das embarcações (1803, e feira do peixe), Pedra do Peixe e, pela feira-livre (considerado a maior da América Latina)[7] que abastece a cidade com variados gêneros: vestuário, ervas medicinais, alimentícios (como peixe e carne) vindos das ilhas circunvizinhas (área insular) da capital e dos municípios do interior, fornecidos por via fluvial.[7]
Local onde pode-se degustar um dos símbolo da gastronomia nortista e, que representa os dos 400 anos de Belém, o "peixe frito com açaí".[9][10]
Com posição estratégica na desembocadura do Amazonas, Belém era o maior entreposto comercial da região de produtos extraidos da região amazônica (drogas do sertão) com destino aos mercados locais e internacionais, de carne com preço baixo dos rebanhos na Ilha do Marajó,[11] e ponto de chegada dos produtos europeus.[12] Então em 1625, na área do igarapé do Piri (no atual Mercado Ver-o-Peso), os portugueses instalaram o posto de fiscal comercial Casa de Haver o Peso,[5][6][13] para controle do peso e, arrecadação de tributos dos gêneros trazidos para a sede da Capitania do Grão-Pará (Estado do Maranhão),[14] concedido por provisão real à Câmara de Belém.
Em 1803, no governo de Dom Marcos de Noronha e Brito, Conde dos Arcos, o igarapé do Piri foi aterrado para atender aos avanços urbanísticos da Belém.[15] A foz foi transformada na Doca do Ver-o-Peso e na Pedra do Peixe, feito com pedras de lioz inglesas, mantendo-se ali as atividades do posto de fiscal.[15]
Embora em 1839 a cidade estivesse abalada pela revolta popular da Cabanagem (1835 - 1840), a Casa de Haver o Peso funcionou até meados do ano de 1839, quando em outubro, o presidente Bernardo de Souza Franco extinguiu a repartição fiscal e, a Casa foi arrendada destinada à venda de peixe fresco, até o ano de 1847, quando terminou o contrato de arrendamento e a Casa de Haver o Peso foi demolida.
Em 1855 durante o Ciclo da Borracha (1879 - 1912), aumentou a importância comercial, principalmente para o cenário internacional. Assim ocorreram novas mudanças urbanísticas: a margem da baía do Guajará foi aterrada, importantes edificações foram erguidas seguindo o padrão arquitetônico europeu de estilo eclético, influenciado pela art nouveau,[15] entre as quais: o Mercado Municipal de Carnes (1867), Palácio Antônio Lemos (1873) e, o Theatro da Paz (1878).[16]
Em 1897, a empresa La Rocque Pinto & Cia venceu a concorrência pública para a construção do Mercado Municipal de Peixe ou Mercado de Ferro,[17] como inicialmente era conhecido o Mercado Ver-o-Peso,[18] autorizado pela lei municipal nº 173.
Em 1899, após a demolição da "Casa de Haver-o-Peso" (1625)[3][4] teve início a edificação do Mercado de Ferro, com o projeto de Henrique La Rocque,[18] próximo ao Mercado Municipal de Carnes ou Mercado Bolonha. Sendo inaugurado em 1901,[1] na forma de um dodecágono medindo 1 197 m², com estrutura metálica em zinco veille-montaine (trazida pré-fabricado da Inglaterra e de Nova Iorque transportado fluvialmente para Belém)[19]
Seguindo a tendência estética francesa de art nouveau da Belle Époque.[18] Neste período também ocorreu a ampliação do Mercado de Carne;
O complexo passou por duas grandes reformas. A primeira em 1985, na administração municipal de Almir Gabriel, com melhorias no: Mercado de Ferro, Solar da Beira (sendo transformado em restaurante e espaço cultural), a Praça do Pescador e, a feira livre do mercado. Ocorreu também a construção da Praça dos Velames e montagem de barracas padronizadas. Em 1998 e 2002, ocorreu a segunda reforma em etapas, sob administração municipal de Edmilson Rodrigues, com intervenção geral na feira, contemplando aspectos paisagístico do local e qualificatórios dos feirantes.[17]
Fonte: https://pt.wikipedia.org/
Marcador: Logradouro

CT Nº 488 - PICK UP CHEVROLET (MARTA ROCHA)


Ano 1956
Foto: Mauricio Albano
Quando lançados ao início de 1955, montadas no Brasil, os novos picapes Chevrolet — e sua linha camional GMC — fizeram impacto. Novidade não vista, motores de seis cilindros em linha, comando no bloco de ferro, válvulas no cabeçote do mesmo material, quase quatro litros de deslocamento e uns 100 cv sobre quatro mancais. Evolução do engenho apresentado em 1929, portavam grande novidade: abandonavam a lubrificação por unhas apostas às capas de biela, por onde recolhiam do cárter o óleo da lubrificação e, em substituição, bomba de óleo.
Maior referência era visual. Eram impositivos, marcavam evolução de estilo, abandonando as formas arredondadas e as soluções herdadas à estética pré-II Guerra Mundial, para adotar a voluptuosidade de linhas assinaladora do meio daquela década. Deixavam a aparência de partes arredondadas, ao elevar os pára-lamas contendo os faróis  circulares, simples, de 7 polegadas — quase 18 cm —, à proximidade do topo do capô e, na caçamba para carga os pára-lamas projetados para fora pareciam esculpidos, expressando volume com elegância e sugerindo dinamismo. Pelo pequeno estribo lateral foram chamadas posteriormente, quando iniciaram ser tratadas como objeto de coleção, como Step Side. Havia versão luxuosa, com caçamba reta, a Cameo — sem o charme do estilo.
Eram bonitas, roliças, mais largas, grande evolução relativamente à linha pós-guerra produzida entre 1948 e 1954 — estas últimas ditas “boca-de-bagre”, pela conformação de sua grade em chapa pintada de amarelo claro.
Carimbo
O mercado carioca, então sede do poder federal, da capacidade de gerar costumes e institucionalizar leis, meca da cultura e do fazer moda, de observadores de costumes e humoristas, tão logo viu o carro, aplicou-lhe o apelido: "Marta Rocha".
Dispensava explicações. Marta (em verdade com "h", Martha)  era a bela baiana eleita Miss Brasil no ano anterior, e daqui saíra levando as esperanças nacionais de conquistar o título mundial da beleza feminina, o Miss Universo. Um concurso bem-vendido mundialmente, espécie de Oscar da beleza.
Martha era de tempo distante, quando as brasileiras ainda não eram louras, famélicas e, no caso específico, sob o ponto de vista plástico ou da engenharia, a candidata brasileira apresentava, digamos, ótima distribuição de massas e volumes. Resumo das elevadas análises em botequim, muito gostosa. Ou, no dizer prático, porém tangencial dos árabes, mulher para encher a cama.
No período, logo após o suicídio do então Presidente Getúlio Vargas, e governo tíbio e fugaz de Café Filho, tutelado pelos militares, estávamos inseguros, em período de baixa estima, e ainda tínhamos dificuldade em digerir a derrota na Copa do Mundo de Futebol para o Uruguai em 1950, ali, inaugurando a monumentalidade do estádio do Maracanã. País da alegria, do colorido, da música, da então inocente malandragem simpática, tornado colônia dos produtos e modas americanas no pós-guerra, perdêramos no futebol, um dos pilares das nossas vantagens e orgulho.
Na bagagem a bela baiana levava nossa expectativa de resgate de alguma auto-estima. À época, diria a sociologia goiana, estávamos mais por baixo que bunda de sapo sentado....
Martha foi-se aos Estados Unidos da América, organizador e sede do concurso na cidade de Long Beach, na Califórnia, levou nossas esperanças e junto, em época de limitada tecnologia de informação, alguns jornalistas para cobrir ao vivo, e mandar textos e fotos por malote aéreo. Dentre estes, o repórter João Martins, enviado especial da carioca revista semanal O Cruzeiro, dos então líderes e portentosos Diários Associados. Para quem não conheceu, um parâmetro: até hoje nenhuma publicação brasileira a igualou na média tiragem x população. Àquela época, quando éramos pouco mais de 50 milhões de brasileiros, a revista tirava 720 mil exemplares. Para exemplificar, hoje, os 190 milhões de brasileiros lêem imaginado 1 milhão de exemplares de Veja, a de maior circulação. Na média, quase 2,8 vezes mais.
A mais  
Mas não ganhou. Perdeu para uma mocinha americana, desmilingüida em presença e formas, conjunto inexpressivo cujo nome o tempo apagou. E foi a reportagem de João Martins a esclarecer e justificar a indigesta derrota: a medida dos quadris de Martha superava a do busto —- 98 x 100 cm . E duas polegadas, 5 cm, mais que a concorrente dos EUA. Difícil engolir a preterição da harmônica sinuosidade da bela baiana pela pouca emoção da ausência de curvas da americana.
A irreverência e o bom humor cariocas logo aplicaram o conceito. Olharam a caminhonete, seus pára-lamas arredondados, mais larga que a anterior, e logo sapecaram: "Marta Rocha".
O nome colou, bem colado, e se mantém até hoje, quase seis décadas passadas, indicando a seriação dos últimos picapes montados pela General Motors do Brasil, antes de iniciar produzir sua sucessora, a Chevrolet Brasil, apresentada como 1958. Esteticamente foi um retrocesso, formada pela cabine descontinuada em 1954 de estampos exumados, a tal boca-de-bagre, com novos pára-lamas ociosamente largos. Sem apelo, graça, retrocesso em estilo e ergonomia relativamente à "Marta Rocha".
E agora?
Hábil pesquisador, pena ilustrada, o jornalista Ruy Castro resgatou a história da derrota de Martha na Folha de S. Paulo, 24.setembro.2011. Escreveu, João Martins, com ágil espírito jornalístico, ante a inesperada derrota, e com a responsabilidade de dar cor e emoção ao resultado, como cobrariam os leitores, combinou com os colegas reunidos para a cobertura, e criaram a história das duas-polegadas-a-mais, nunca existente no critério de julgamento do júri. Na realidade a derrota não se deu por razões estéticas, mas meramente de estratégia-política-negocial, pois o concurso, espraiando-se mundialmente, perdia interesse nos EUA, e a conquista pela representante americana poderia reacender o interesse — e patrocínios, e faturamento.
Na vida real do mundo antigomobilista, o esclarecimento servirá como adição ao folclore permeando cada um dos exemplares sobreviventes, mesmo aos desconhecedores de nossa sempre miss ou a razão do nome. E se a Martha, original, hoje com 77 anos, não perdeu pelas duas polegadas a mais, aqui o apelido (sem "h") continua identificativo, válido, verdadeiro: as caminhonetes Chevrolet entre 1955 e 1957 são os mais belos exemplares do segmento até hoje construídos. (E as GMC, idênticas e diferenciadas por detalhes? Não as vejo assim. Diria, com liberdade comparativa, se equivale à diferença entre o barroco alemão e o praticado nas igrejas de Minas Gerais. As nossas são mais bonitas por conterem menos rococós. Como no caso da Marta Rocha, bonita por si só, desnecessários badulaques e penduricalhos do GMC).
Fonte: https://pt.wikipedia.org/
Marcador: Transporte

CT Nº 487 - AVENIDA AFONSO PENA – HORA DO RUSH


Fim de tarde. Hora em que o cansaço de mais um dia de trabalho só é superado pela expectativa de se chegar em casa para o mercado repouso.
BH se agita na pressa de cada um e começa a colorir-se com as luzes dos veículos e dos anúncios luminosos, exibindo sua beleza noturna.
Série: BH-101
Marcador: Logradouro

CT Nº 486 - MUSEU ANTÔNIO PARREIRAS



O Museu Antônio Parreiras (MAP) é um museu dedicado à preservação da memória e da obra de Antônio Parreiras (1860-1937), um dos maiores pintores brasileiros.[1] Localiza-se na Rua Tiradentes, no bairro do Ingá, em Niterói, no estado do Rio de Janeiro. É um museu estadual, subordinado à Fundação de Artes do Estado do Rio de Janeiro, órgão da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro. Sua área total cobre 5 mil metros quadrados.
A antiga residência de Parreiras é um casarão projetado por Ramos de Azevedo e construído em 1894.[2] É uma das mais importantes edificações na Região Metropolitana do Rio de Janeiro que foram projetadas pelo arquiteto eclético que se notabilizou em São Paulo.
O museu foi inaugurado em 21 de janeiro de 1942 e ocupa três prédios que pertenceram ao pintor e à sua família: sua antiga residência; seu ateliê e residência de seu filho Dakir (1894-1967); e a residência da sua filha Olga. Na sua antiga residência, foram instaladas as salas de exposição e a administração do museu. Em seu ateliê, erguido em 1912, estão outras salas de exposição. A casa de sua filha foi adaptada como reserva técnica.[3]
O museu foi tombado em 1967 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.[2] O jardim de 4 mil metros quadrados, incluído no tombamento, foi desenhado e plantado pelo artista.
O acervo do MAP permite observar dois aspectos importantes da contribuição de Parreiras à história da cultura do Brasil: sua interpretação impressionista do ambiente brasileiro e sua atitude moderna antes do modernismo.
Antônio Parreiras foi um paisagista exímio. Captou a luz do ar livre (o plein air dos franceses). Nisso, sua tarefa foi converter a luz do Brasil em cor. Pintor que viajava, suas andanças pelo Brasil acabaram por esboçar a vontade de produzir uma pintura que totalizasse a visão do país.
O acervo do museu é composto por mais de 2 000 itens e é dividido em acervo artístico e não artístico:
No acervo artístico:
Coleção Antônio Parreiras, com pinturas e desenhos realizados entre 1883 e 1937;
Coleção de Arte Brasileira dos Séculos XIX e XX, com obras de pintores como Georg Grimm, Nicolau Antonio Facchinetti (1824-1900), Eliseu Visconti (1866-1944), Henrique Cavalleiro (1892-1975), Georgina de Albuquerque (1885-1962) e outros;
Coleção de Arte Estrangeira, com obras europeias que pertenceram ao artista e à coleção de Alberto Lamego, onde se destacam pinturas flamengas, francesas e italianas dos séculos XVI e XVII.
No acervo não artístico:
Objetos pessoais de Antônio Parreiras, com paletas, pincéis, cavaletes, caixa de tintas, mobiliário, documentos, manuscritos, fotografias, negativos em vidro e uma pequena biblioteca.
Série: Niterói Histórico
Marcador: Edificações

CT Nº 485 - I PRÊMIO CHICO ALBUQUERQUE DE FOTOGRAFIA


Ulisses Narcísio da Rocha, obteve o 1º lugar com a foto Índios “Kanindés” de Aratuba no I Prêmio Chico Albuquerque de Fotografia, com tema “Queremos chuva”, promovida pela Pró-Reitoria de Extensão da UFC e Casa Amarela Eúselio Oliveira. O Evento teve o patrocínio da TELEMAR.
Série: Niterói Histórico
Marcador: Eventos

CT Nº 484 - BRASIL NA ANTÁRTICA


Penísula Keller e a Estação Brasileira Comandante Ferraz.
Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) é uma base antártica pertencente ao Brasil localizada na ilha do Rei George, a 130 quilômetros da Península Antártica, na baía do Almirantado, na Antártida.
Começou a operar em 6 de fevereiro de 1984, levada à Antártida, em módulos, pelo navio oceanográfico NApOc Barão de Teffé (H-42) e diversos outros navios da Marinha do Brasil. Foi parcialmente destruída por um incêndio no dia 25 de fevereiro de 2012.
O nome da estação homenageia Luís Antônio de Carvalho Ferraz, um comandante da marinha brasileira, hidrógrafo e oceanógrafo que visitou o continente antártico por duas vezes a bordo de navios britânicos. Ferraz desempenhou importante papel ao persuadir o Brasil a desenvolver seu programa antártico, o PROANTAR.
A estação foi nomeada em homenagem ao comandante da Marinha Luís Antônio de Carvalho Ferraz, um hidrógrafo e oceanógrafo que visitou duas vezes Antártica a bordo dos navios britânicos. Ele foi fundamental em persuadir o governo de seu país a desenvolver um programa antártico e morreu subitamente em 1982, enquanto representava o Brasil em uma conferência oceanográfica em Halifax, Canadá.[1]
A estação foi construída no mesmo local da antiga "Base de G" britânica[2] e as ruínas de madeira da base antiga fazem um forte contraste com as estruturas de metal verdes e alaranjadas brilhantes da estação brasileira, que teve o primeiro conjunto formado em 6 de fevereiro de 1984. Acima do local da base há um pequeno cemitério, com cinco cruzes: três delas são os túmulos de membros do British Antarctic Survey (BAS); o quarto homenageia um líder da base do BAS que se perdeu no mar e a quinta cruz é o túmulo de um sargento brasileiro operador de rádio, que morreu de um ataque cardíaco em 1990.[1]
Na madrugada do dia 25 de fevereiro de 2012, com 60 pessoas na base, ocorreu um incêndio iniciado por uma explosão sem causa estimada na Praça das Máquinas, onde ficam os geradores de energia da estação. Por ser anexa ao restante das instalações, o fogo se alastrou. Um suboficial (Carlos Alberto Vieira Figueredo) e um primeiro-sargento (Roberto Lopes dos Santos) morreram porque não conseguiram deixar a Praça das Máquinas e um sargento foi ferido, mas levado com vida para a estação polonesa onde recebeu primeiros socorros e posterior transferência para uma base chilena. O militar seria mais tarde transportado para o Hospital das Forças Armadas do Chile, em Punta Arenas.[3] Para a base antártica do Chile foram transportados também todos os civis, encaminhados então também para a cidade de Punta Arenas, no Chile, e por fim de volta ao Brasil, em um avião da Força Aérea Brasileira.[4][5]
O combate ao incêndio seguiu pelo dia com o grupo de 12 militares que se manteve na base até que a Marinha decidiu interromper o trabalho devido às condições climáticas adversas, características da Antártida. Junto a um navio da Armada Chilena, planejou voltar ao local para avaliação dos danos.[6] e estimou destruição de 70% da base. O prédio principal, que incluía os alojamentos e alguns laboratórios, foi completamente destruído. As unidades que ficavam isoladas da instalação central salvaram-se: laboratórios de meteorologia, química e estudo da alta atmosfera, além de contêineres com material de pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.[3][7]
Os militares Carlos Alberto Vieira Figueiredo e Roberto Lopes dos Santos, mortos no incêndio, receberam postumamente o grau de comendador da Ordem do Mérito da Defesa e a Medalha Naval de Serviços Distintos da Marinha.[8] Em dezembro de 2014 foi publicada a lei 13.065/14 que concedeu auxílio especial e bolsa especial de educação aos dependentes dos militares da Marinha falecidos neste acidente.[9]
O governo federal anunciou dias depois do incêndio de 2012 um programa para a reconstrução da base antártica, com projeto mais moderno, com prazo de conclusão de 2 anos.[7][10] A Marinha abriu um processo de licitação, exclusivo para empresas nacionais, para a obra de reconstrução da estação no fim de 2013 e que terminou no fim de fevereiro de 2014. No entanto, nenhuma empresa demonstrou interesse em participar.[11] Em março de 2014, as pesquisas na estação foram retomadas após a instalação de módulos emergenciais.[12]
Em julho a Marinha divulgou o novo edital para a reconstrução da estação, com obras estimadas em cerca de 110,5 milhões de dólares e aberto a empresas brasileiras ou estrangeiras.[13] Três empresas apresentaram proposta na licitação e foi escolhida a empresa ou consórcio que ofereceu o menor preço. Apresentaram propostas a empresa chinesa CEIEC, a finlandesa FCR Finland e o consórcio formado pela brasileira Ferreira Guedes e a chilena Tecno Fast, divulgou o Ministério da Defesa.[14]
Em maio de 2015 foi anunciado que a empresa CEIEC (Corporação Chinesa de Importações e Exportações Eletrônicas) foi a vencedora da licitação para construir a nova base brasileira no continente antártico. O custo da obra foi de 99,7 milhões de dólares e a previsão inicial era a de que fosse concluída em 2016.[15] A reconstrução teve anúncio oficial feito pelo governo somente em março de 2016, com previsão inicial de conclusão para 2018.[16] Porém, atrasos adiaram a previsão de conclusão das obras para o verão de 2019 e a entrega era prevista para funcionamento completo em até março de 2020.[17]
A reconstrução é de acordo com projeto de arquitetura vencedor de concurso público apresentando pelo escritório curitibano Estúdio 41.[18] O projeto prevê uma área total de 4 500 m², com capacidade de abrigar 64 pessoas.[17]
A base foi inaugurada no dia 15 de janeiro de 2020 com a presença do vice-presidente do Brasil na época, Hamilton Mourão
A estação dispõe de todas as instalações necessárias como se fosse uma pequena cidade. O total atual de módulos é de sessenta e duas unidades. Recentemente, passou a fazer parte da EACF um heliporto, construído de acordo com as normas internacionais.
Até 2004 a composição modular chegou a sessenta habitáculos com capacidade de viverem confortavelmente 48 pessoas, parecendo uma pequena vila em meio ao gelo antártico. A estação opera durante todo o ano. A estrutura é composta por depósitos, oficinas, biblioteca, salas de lazer e estar, enfermaria, sala de comunicações, ginásio de esportes, cozinha e refeitório.
A administração da estação é executada por militares da Marinha do Brasil, que ali permanecem durante um ano, sendo trocados ao final do período.
No inverno, os pesquisadores são em pequena quantidade, pois dependem do solo exposto e de mar aberto para efetuar a coleta de amostras cujos dados serão compilados e enviados às instituições-sede. Nessa época, o transporte depende da Força Aérea Brasileira, pois não se consegue chegar à base através do mar utilizando o NApOc Ary Rongel (H-44). São realizados sete voos anuais com aeronaves C-130 Hercules. Antes do incêndio, as instalações da base eram capazes de abrigar 46 pessoas.[23]
Série: Brasil na Antártica
Marcador: Órgãos Estatais

CT Nº 483 - PARQUE NACIONAL DO IGUAÇÚ


Parque Nacional do Iguaçu é uma área protegida brasileira, do grupo das Unidades de Conservação. Está localizado na região Extremo Oeste Paranaense, a 17 km do centro da cidade de Foz do Iguaçu e a apenas 5 km do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu. O Parque Nacional tem uma área total de 169 695,88 hectares, e nele se encontra um dos mais espetaculares conjuntos de cataratas da Terra, as Cataratas do Iguaçu. É administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Também é um dos poucos locais de conservação da Mata Atlântica, que antes cobria mais de 1,3 milhão de km² e hoje está reduzida a apenas 7,3% desse total. Dentro do bioma da Mata Atlântica, o parque conserva um dos maiores trechos da vegetação original da ecorregião da Floresta Atlântica do Alto Paraná, hoje reduzida a menos 5 % de sua cobertura original, no Brasil. O que restou encontra-se, atualmente, em pequenas áreas isoladas, dentre elas as chamadas Unidades de Conservação. Até a década de 1950, a região oeste paranaense mantinha-se bem preservada ambientalmente, a partir daí, o processo mais intenso de devastação foi isolando o Parque Nacional do Iguaçu. Em 1980, este já estava praticamente isolado, em situação similar ocorrida à região da Serra do Mar, no litoral paranaense.
Quanto a biodiversidade de fauna, presentemente foram registradas 257 espécies de borboletas, porém estima-se que existam cerca de 800, mamíferos foram catalogados 45, anfíbios 12, serpentes 41, lagartos 8, peixes 18 e 200 espécies de aves (IBAMA). De acordo com o ICMBio, o Parque abrange 14 municípios paranaenses: Capanema, Capitão Leônidas Marques, Santa Lúcia, Lindoeste, Santa Tereza do Oeste, Diamante d'Oeste, Céu Azul, Matelândia, Ramilândia, Medianeira, Serranópolis do Iguaçu, São Miguel do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu e Foz do Iguaçu.
Em 17 de Novembro de 1986, recebeu a distinção, concedida pela UNESCO, de Patrimônio Natural da Humanidade. O parque teve seu primeiro Plano de Manejo elaborado em 1981, tendo sido revisado somente no ano de 1999. O parque protege toda a bacia do rio Floriano, um dos afluentes do Rio Iguaçu, uma raridade na Região Sul do Brasil pela qualidade da água, cujas nascentes ficam próximas à rodovia BR-277, entre Céu Azul e Santa Terezinha de Itaipu. As Cataratas do Iguaçu, junto com a Floresta Amazônica, são uma das 28 finalistas da campanha mundial de escolha das sete maravilhas naturais do mundo, organizada pela Fundação New 7 Wonders e que deve durar até 2011 quando deve ser atingido o número de 1 bilhão de votos. Pela internet é possível votar através da página oficial da Fundação New 7 Wonders.
Série: Parques Nacionais
Marcador: Natureza, Logradouros

CT Nº 482 - LOCOMOTIVA A VAPOR Nº 04


Conhecida como “Loco-Breque” fabricada 1900, utilizada na tração das composições que subiam/desciam a Serra do Mar no trecho São Paulo-Santos, da antiga Estrada de Ferro Santos-Jundiaí.
Encontra-se hoje à visitação na Vila Ferroviária de Paranapiaçcaba-SP.
Fonte: Rede Ferroviária Federal/PRESERFE
Série: Locomotivas
Marcador: Transporte

CT Nº 481 - FILHOTE DE OURIÇO CACHEIRO


Um filhote de ouriço-cacheiro (Coendou spinosus), se tornou o novo mascote do Zoológico Municipal de Cachoeira do Sul. Neste período inicial após o nascimento, o mamífero ficou escondido, apenas sendo amamentado pela sua mãe. Agora, ele já começa a ser mais visível no recinto.
Seus pais já são moradores antigos do Zoo, encaminhados pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA) por não poderem mais serem reintegrados ao seu habitat.
Frutas, verduras e ração fazem parte da alimentação do animal, que é considerado um bicho calmo e com tendência de fuga na natureza e dócil em cativeiro. Hoje o Zoológico Municipal tem cerca de 150 animais de diversas espécies.
Série: Filhotes
Marcador: Animais